Inflação na OCDE acelera a 4,5% em setembro com pressão de energia
Inflação na OCDE acelera de 4,3% para 4,5% em setembro com alta de energia de 13,6% para 17,4%, impulsionando pressões de preços em 31 dos 37 países membros com dados disponíveis.
Redação AgroPecTV · sexta-feira, 6 de novembro de 2026
A inflação na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou de 4,3% em agosto para 4,5% em setembro, impulsionada principalmente pelo encarecimento da energia. A inflação energética saltou de 13,6% para 17,4%, com crescimento verificado em 31 dos 37 países com dados divulgados.
Os alimentos registraram queda de 0,2 ponto porcentual, enquanto o núcleo – medida que exclui ambos os componentes – permaneceu praticamente estável em 3,7%. Na média dos países da OCDE, os preços subiram mais de 40% desde dezembro de 2019, antes da pandemia, com alimentos acumulando alta de quase 50% e energia avançando aproximadamente 70%.
No G7, a inflação passou de 3,1% para 3,5%, com elevação em todos os países integrantes exceto Canadá. Em cinco dessas economias – França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos – a energia constituiu cerca de metade ou mais do impulso inflacionário. No Japão, a dinâmica foi distinta, com o avanço refletindo principalmente pressões do núcleo.
A zona do euro acelerou de 3,2% para 3,8% em setembro, chegando a 4,0% em outubro, com taxa energética em 18,9%. No G20, o índice subiu de 4,1% para 4,3% em setembro, impulsionado por aceleração no Brasil, na África do Sul e na Índia, onde a inflação atingiu 5,6% – o maior nível desde agosto de 2023.
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